Aquisição de georradar



No quadro de um acordo de colaboração científica entre o grupo Dryas Octopetala e o Museu Monográfico, a Morph realizou no dia 19 os primeiros trabalhos e uma campanha de prospecção geofísica na cidade romana de Conímbriga.

Uma equipa técnica do grupo Morph executou em 19 de Julho as primeiras aquisições de terreno de uma campanha de prospecção geofísica a realizar na cidade romana de Conímbriga, com base num acordo de colaboração científica inicialmente estabelecido entre as duas instituições: Museu Monográfico de Conímbriga e Dryas Octopetala, mas ao qual logo se juntou a Universidade de Aveiro, através do seu Departamento de Geociências e do IEETA: Instituto de Engenharia Electrónica e Teledetecção de Aveiro.

Este acordo, ainda recente, deu já cobertura ao lançamento de um projecto comum de investigação científica sobre o importante registo arqueológico e monumental do museu, com recurso aos meios tecnológicos e científicos multidisciplinares hoje disponibilizados pelo grupo Dryas Octopetala.

Esse projecto visa a aplicação de um conjunto diversificado de técnicas e tecnologias de teledetecção, quer no âmbito da fotogrametria e modelização 3d, quer no âmbito da Geofísica, com vista à criação de um modelo digital global das estruturas arqueológicas conhecidas e das áreas ainda não escavadas da antiga cidade romana. Para dotar este modelo de uma verdadeira tetradimensionalidade, introduzindo o factor “tempo”, o projecto de investigação acordado inclui também um programa alargado de caracterização física de materiais e de datações radiocronométricas.

É já no quadro deste projecto comum, que ainda aguarda financiamentos substanciais, que se deu já início aos trabalhos de terreno. Nesta primeira aquisição, tratou-se de utilizar o georradar para indagar da presença e definir a cartografia de um conjunto deestruturas relacionadas com o espaço urbano limítrofe do anfiteatro de Conímbriga, estruturas estas cuja presença se intui, mas ainda não é directamente conhecida por trabalhos arqueológicos no local, necessariamente mais morosos e onerosos do que a prospecção geofísica. Concluída esta aquisição no terreno, os dados recolhidos entram agora em fase de processamento de laboratório.

Estes trabalhos de terreno incluíram também uma primeira aquisição de dados GPS para realização de um MDT (modelo digital de terreno) de alta resolução que cubra integralmente o promontório de Conímbriga e sirva de base à integração de todos os resultados do projecto num mesmo modelo da cidade.

Acessoriamente a este objectivo de fundo, os dados recolhidos informam também o volume de dados utilizado num projecto de tese de doutoramento na área da visualização 3d, da autoria de Vítor Gonçalves, em curso no IEETA, com o apoio do grupo Dryas Octopetala.



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